quarta-feira, 15 de abril de 2009

Demasiado Tarde

Se escrevesse uma letra
Sobre a vida nua e crua
Nenhuma inspiração vencia
O frio que para na rua

Escrevo, então, versos simples
Sem qualquer mote ou refrão
Palavras soltas e livres
Sem correntes nem patrão

É demasiado tarde
Para acordar,
recordar
O sentir
e o existir

Olha a vida pela lente
que tudo assim é magia
tudo muda e de repende
o sonho não larga o dia

dou-te a mão num mundo louco
que só nos o entendemos
em que a dor descansa um pouco
e o real é o que queremos

A beleza é a nossa musa
e há-de ser sempre assim
procurar a fantasia
numa aventura sem fim

A desilusão é um tabu
Que tentamos esquecer
A esperança, a essência
Que perfuma o viver

Ergo agora a bandeira
Com as cores da nossa voz
Pinto a vida à tua volta
E não a desprendo de nós

Posso até esquecer nomes
Ou coisas que vivi
Mas esquecer-te é impossível
Era esquecer-me de mim

É demasiado tarde
Para acordar,
recordar
O sentir
e o existir

Sem comentários:

Enviar um comentário